Organizando o casamento – quanto posso gastar?

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A primeira consideração que precisamos fazer quando decidimos nos casar foi: quanto podemos gastar? E isso não se limita ao evento em si, mas também tudo que está relacionado a ele.

Os custos de um casamento mais explícitos são o da decoração e buffet, mas por trás tem o vestido de noiva, a roupa do noivo, a maquiagem, cabelo e todos os itens do dia de noiva, tratamento dentário em algumas situações, o aluguel do carro, do local do evento, a iluminação e sonorização,  as taxas para a documentação, a lua de mel, passaporte e visto caso a viagem seja internacional, fotógrafo, filmagem, itens de papelaria para convites e lembrancinhas e, apesar de não estar diretamente relacionado ao evento em si, os gastos que o casal terá quando estiverem morando juntos, pois ninguém quer entrar num casamento já endividado.

Quando comecei a planejar o meu casamento queria um mini wedding com uma festa no estilo chá da tarde, mas cotando com alguns fornecedores as opções acabavam saindo mais caras. Ainda comentei com minha mãe que pensava em mudar por conta disso, mas ela disse que não deixasse minha vontade de lado se aquele era o meu sonho. Mas, durante a organização de tudo, algumas vezes teremos que abrir mão de um item ou outro, pois apesar de nosso sonho alcançar o céu, infelizmente o nosso dinheiro não acompanha.

Mas calma, não precisa entrar em pânico! O primeiro passo é decidir o tipo de festa que se quer e a dimensão. Hoje em dia as opções são diversas, partindo de um brinde, onde se tem apenas docinhos e o bolo juntamente com as bebidas, um almoço ou brunch para casamentos matutinos, coquetel ou jantar para casamentos à noite.

O brinde pode ser uma opção mais barata por não incluir tantos itens, mas você deve se atentar para alguns detalhes para que os convidados não acabem sendo pegos de surpresa. O tipo de celebração deve ser informado, pois assim não haverá nenhuma surpresa desagradável (algumas pessoas podem sair de casa sem comer nada, esperando um coquetel, por exemplo). Também deve ser levado em conta que alguns convidados possam ter restrição ao consumo de açúcares e bebidas alcoólicas, então talvez uma outra opção deva ser pensada.

O almoço e jantar são opções mais práticas de servir, na minha opnião. Os convidados podem ficar à mesa conversando enquanto são servidos. Claro que deve ter um momento de descontração para evitar a acomodação e promover a interação, senão todos ficarão sentados comendo e depois vão embora para casa. Também não deve ser um evento muito demorado, mas tem um tempo meio delimitado para acontecer.

O brunch é uma opção que tem meio que a cara do chá da tarde que eu imaginei. É uma mistura de café da manhã com almoço, em que você pode servir preparações consumidas nestes dois horários, logo pães diversos, frios, mini sanduíches, doces de padaria, salgados de forno e comidinhas (ou mini empratados) podem compor este cardápio. Sabendo como equilibrar as preparações podem sair mais em conta que um coquetel, por exemplo. Por ser durante o dia, sucos, cafés e chocolates são bebidas a serem pensadas. O custo maior do qual falei lá em cima é sobre a louça. Por utilizar algumas dessas bebidas quentes, e para a apresentação permanecer bonita, algumas louças mais requintadas podem ser consideradas, o que acaba aumentando um pouco o custo desse tipo de evento.

Chegando finalmente no coquetel, é o tipo de evento mais realizado em casamentos. Para o convidado é interessante porque tanto ele pode ser servido a mesa com os salgados volantes e bebidas como ir até a mesa de frios e se servir. A dinâmica da festa também promove bastante interação, já que por vezes eles terão que se levantar e caminharão pelo espaço do evento, e muitas vezes os decoradores ou os próprios noivos acabam arrumando áreas em que eles contam um pouco de suas histórias, ou locais que foram separados carinhosamente para serem visitados pelos seus convidados.

A decoração é um dos itens que também demanda um custo elevado, pois flores são elementos delicados, praticamente indispensáveis e bastante caros. Existem alternativas, como flores em papel e escolher as mais baratas. Os móveis também vão influenciar a depender do tipo, e a iluminação a depender do horário é fundamental.

Para evitar muitas dores de cabeça com tantas coisas a se pesquisar uma opção é contratar os serviços de um cerimonial. Você pode contratar a alimentação, as pessoas para servir e a decoração com uma mesma empresa, se preocupando apenas com itens da sua apresentação (roupas e salão de beleza). As empresas geralmente apresentam os itens descritos com detalhes (quantos salgados, quantos doces, quanto de bebidas, quantos móveis, quantos arranjos, etc) e em cima disso você pode negociar e enxugar os valores. Se a sua renda é suficiente para pagar largas parcelas e você já tiver certeza que deseja um cerimonial, contrate logo que puder. As parcelas ficarão menores e você pode dividir com os custos mensais que já possui. Se for contratado de última hora (faltando 2 meses para o evento, por exemplo), negocie um desconto. O valor a ser pago será praticamente a vista, então vale a conversa para acertar o valor para algo mais próximo do seu poder aquisitivo.

Por fim, a dimensão da festa. Casamento deve ser um evento único na vida, portanto muitas vezes queremos que todas as pessoas do universo estejam presentes, mas isso é humanamente e financeiramente impossível, a menos que você seja um árabe detentor de uma mina de petróleo e alugue o Maracanã para a festa. Minha sugestão é: escolha os familiares mais próximos, os amigos mais íntimos e apenas aqueles que possuem algum significado na história do casal. Pessoas queridas ficarão de fora, mas se você for tão querida para elas quanto elas são para você, elas entenderão.

No próximo post trarei alguns exemplos práticos de como controlar um pouco mais os custos envolvidos no casamento.

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