Bem vindo, 2018!

Eu não estava simplesmente adiando este momento, mas entre os afazeres da casa, o tempo para cuidar de Gui e o cansaço, foi isso que acabou acontecendo. Mas sabe quando você sente a necessidade de parar por um tempo para refletir sobre tudo que aconteceu, agradecer pelas conquistas, ver o que deu errado e avaliar o que pode ser feito diferente? Pois bem…

Não me lembro com muitos detalhes de tudo o que passou, mas o início de 2017 me marcou porque eu tinha praticamente acabado de sair de um processo de coaching e estava bem empolgada para colocar meu projeto para andar. O problema é que nem tudo acontece exatamente como a gente imagina. Neste meu projeto eu teria o apoio da minha família, coisa que não aconteceu. E não que eu não tivesse condições de levá-lo adiante sem eles, mas seria mais difícil. Eu sabia disso.

Comecei a tentar encontrar tempo onde praticamente não existia: antes de ir trabalhar, depois que chegava do trabalho, nas madrugadas ao invés de dormir… Só que fisicamente eu não conseguia, e eu tinha motivos, afinal, passar 10h ou mais fora de casa trabalhando (só de serviço, sem contar cerca de 1h de deslocamento casa/trabalho e trabalho/casa), lidando com pessoas doentes (e muitas vezes aborrecidas, o que suga sua energia), além de chegar em casa e ficar com o Gui, fazer almoço pro dia seguinte dele, do marido, arrumar cozinha quando não teria faxineira em casa, não dormir a noite inteira por ter que amamentar… enfim.

O que aconteceu foi que eu comecei a me frustrar. Pensar que daquela maneira não estava dando certo. Eu ficava exausta e não via as coisas andarem. E mais, o motivo da construção do projeto era para poder ter mais tempo com meu filho, e eu também estava tendo que abrir mão do tempo com ele para executar as tarefas. Eu vinha numa rotina muito corrida mesmo durante a licença maternidade, não me programei para coisas aparentemente bobas como quem faria as refeições enquanto eu estivesse no puerpério, quem faria as atividades de casa pra mim… Minha mãe ajudou muito nos primeiros dias, mas ela também tinha as responsabilidades dela, o marido trabalha o dia inteiro também, então passei muitos dos dias da minha licença sozinha. Durante as férias eu tive uma recaída num problema de saúde e acabei descobrindo uma intolerância a lactose e hipersensibilidade ao glúten (que já desconfiava que tinha), além de ainda estar em investigação de uma doença auto imune. Foi aí que eu vi a necessidade de desacelerar.

Comecei a focar em ficar mais tempo com o Gui, e Deus me deu alguns meses numa escala diferente onde eu pude ficar mais vezes em casa com ele e assim me senti mais feliz. Final do ano conseguimos viajar um pouco, fiz alguns cursos que eu imaginei que me ajudaria no projeto, quando possível, coloquei a mão na massa e fiz receitas, criei, e posso dizer que finalizei o ano com o coração tranquilo.

Para 2018, eu ainda não sei como, mas quero fazer as coisas diferentes. Ainda quero poder dar o meu melhor para o meu filho, mas também quero tocar pra frente os meus projetos que ficaram paradinhos no ano passado. Eu sei que sacrifícios são necessários (no pain, no gain), mas a única coisa que eu não abro mão é de ter o tempo para o meu amorzinho <3

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