at-the-movies category image
25 de junho de 2016
Postado por Sara Nascimento

Amor sem escalas – O que você leva na mochila?

Imagine que você possui uma mochila vazia nas costas. Agora comece a colocar dentro dela todas as coisas que tem na vida. Comece com coisas pequenas, como as que estão nas prateleiras ou gavetas das cômodas. Agora coloque coisas maiores: lençóis, louças, travesseiro, computador… E coloque ainda os objetos ainda maiores: o sofá, a mesa de jantar, a geladeira, sua casa… Agora tente andar. Difícil, não? Mas é isso que fazemos diariamente. Nós carregamos tanto peso nas costas que não conseguimos nos mover. E não se enganem: a vida é movimento.

Ryan Bingham (George Clooney) tem por função demitir pessoas. Por estar acostumado com o desespero e a angústia alheios, ele mesmo se tornou uma pessoa fria. Além disto, Ryan adora seu trabalho. Ele sempre usa um terno e carrega uma maleta, viajando para diversos cantos do país. Até que seu chefe contrata a arrogante Natalie Keener (Anna Kendrick), que desenvolveu um sistema de videoconferência onde as pessoas poderão ser demitidas sem que seja necessário deixar o escritório. Este sistema, caso seja implementado, põe em risco o emprego de Ryan. Ele passa então a tentar convencê-la do erro que é sua implementação, viajando com Natalie para mostrar a realidade de seu trabalho. Em uma dessas viagens, Ryan conhece Alex Goran (Vera Farmiga), também executiva, e que tem o mesmo estilo de vida que ele. Aos poucos, Ryan e Alex começam a se envolver. (Fonte: Wikipédia)

amor-sem-escalas01

A primeira vez que vi este filme listado no Netflix (cujo título original na verdade é Up in the air), confesso: o que me chamou a atenção foi o nome. Tudo que tenha amor no título acaba atraindo um pouco minha atenção. Sim, eu gosto de histórias de amor, mas prefiro as felizes, rs. Entretanto, depois que comecei a assistir ao filme vi que na verdade ele me traria mais do que a apreciação a uma história de amor. O filme inteirinho está cheio de situações que nos fazem refletir sobre ações, decisões, relacionamentos, e por fim, nossa própria vida.

É engraçado como o fato de você ter um hábito acaba cauterizando com o tempo nosso poder de questionar algum aspecto em nossas vidas. Por exemplo: tomar sempre o mesmo caminho para retornar para casa depois do trabalho acaba te fazendo não pensar numa rota alternativa, pois aquela que você já conhece e faz todos os dias é mais confortável. No caso do Ryan, demitir pessoas, as quais ele nunca viu antes, o tornou de certa forma frio e “imune” a relacionamentos. E estas aspas são propositais porque, por mais que queiramos nos inserir numa bolha isolada de tudo e de todos, uma hora essa bolha vai estourar. E não, eu não estou falando da Alex, o par romântico do Ryan no filme. A pessoa que fez a bolha do Ryan estourar foi a Natalie, uma pessoa com quem ele foi praticamente obrigado a se relacionar para manter o seu trabalho dos sonhos. A Natalie o fez refletir sobre suas ações, que já haviam se tornado um hábito, ao questioná-lo sobre o seu propósito de vida (acumular milhas), o seu pseudo-não-relacionamento com a Alex, dentre outras coisas. Fazemos milhares de conexões durante toda nossa vida. Prova disso é que a agenda de celular está sempre cheia de nomes e telefones de pessoas com quem você quer manter contato (a menos que se tenha uma super memória e guarde todos os números na cabeça – eu não consigo mais fazer isso).

Agora, vamos queimar as mochilas. Imaginem acordar amanhã sem nada. Isso é bem revigorante, não é?

Mais uma vez, a questão de fazer todo dia a mesma coisa nos é cômodo. Não ter muito que pensar sobre o próximo passo é confortável, mas as vezes só teremos uma nova situação se fizermos algo diferente. Quer resultados diferentes? Faça algo diferente. Por isso a frase acima, citada no filme por Ryan, me chamou a atenção. O quanto nos empenharíamos para “desenhar” o nosso futuro, ou sendo mais imediatista, o nosso dia, caso não houvesse nenhuma bagagem nas costas? E tente se lembrar: você já não foi assim algum dia? Eu me lembro de quando era mais nova e planejava como seria minha vida quando adulta: seria arqueóloga, moraria numa casa parecida com a de Lara Croft, viajaria para o Egito e desvendaria pirâmides e tumbas. A juventude por si só nos revigora e nos estimula a arriscar porque acreditamos que ainda temos um futuro pela frente que depende de nós escrevê-lo, mas com o tempo, as obrigações e responsabilidades da vida adulta acabam escurecendo essa ideia, e nos tornamos seres automatizados, fazendo sempre as mesmas coisas. Simplesmente sobrevivendo.

amor-sem-escalas02

Crianças amam atletas porque perseguem seus sonhos. Quanto pagaram para desistir do seu sonho? E quando você ia parar para fazer o que realmente te faz feliz?

Essa foi de longe a pergunta mais impactante pra mim no filme. Isso porque me identifico em partes. Ao sair da faculdade ou enquanto estamos nela fazemos mil planos sobre nossa carreira. “Quero fazer pós-graduação na instituição X, conseguir um emprego na empresa Y, aos 30 já serei coordenadora do setor W…”, ou “quero trabalhar com fotografia, viajar o mundo e criar um blog sobre minhas experiências em diferentes países”. Ou ainda “vou fazer um curso de confeitaria numa renomada escola de gastronomia francesa, abrir uma doceria e expandir meu negócio para o sul do país”. Apesar de serem situações hipotéticas, com certeza algum de vocês já pensou de forma semelhante em algum momento de suas vidas. Mas quantos de vocês conseguiram alcançar de fato esse estado? Ou simplesmente deixou as coisas serem atropeladas e empurradas com a barriga? Está satisfeito (a) com essa posição? Ou não? Apenas se acomodou e acha mais “fácil” manter as coisas quietinhas como estão? Eu não estou querendo dizer que todos estejamos insatisfeitos com nossos trabalhos e obrigatoriamente temos que mudar, mas e quando estamos, será que fazemos algo diferente para mudar? Ou será que simplesmente nos vendemos por um bom salário e a literal estabilidade? Lembrem-se do que o Ryan disse lá em cima: a vida é movimento. Esse é um dos argumentos que o Ryan usou no filme para confortar um dos empregados demitidos, e com certeza o cara saiu de lá no mínimo com uma reflexão sobre se valeria a pena continuar mesmo naquele emprego, ainda que com um bom salário, mas fazendo algo que não o fazia feliz.

amor-sem-escalas03

Você nem sabe o que quer.

E você? Sabe? Eu confesso que ainda estou tentando descobrir, rs. Mas pelo menos sei o que não quero. Saber onde se quer chegar é essencial, pois se não sabemos qual o nosso objetivo, ficaremos de lá para cá, pegando todos os caminhos que na verdade não darão em lugar nenhum, pois não sabemos onde queremos chegar.

 

Como podem perceber, o filme foi uma surpresa boa pra mim. E você, já conhecia? Escreve pra mim aqui embaixo se teve as mesmas impressões que eu, ou se ainda não assistiu, corre lá no Netflix e depois volta pra me contar 😉

Um beijo!

at-the-movies category image
07 de abril de 2016
Postado por Sara Nascimento

Seriado: Arrow

Eu e Frances sempre procuramos séries para assistirmos juntos. A última que selecionamos foi TWD, mas depois que eu fiquei grávida e assistia, sempre sonhava com zumbis O_o Por isso achei melhor dar um tempo.

Agora que Gui nasceu, eu fiquei bem atrasada para acompanhá-lo, então ele sugeriu assistirmos Arrow, na Netflix.
arrow-0

Arrow é uma série de ação e ficção baseada no Arqueiro Verde, personagem dos quadrinhos da DC Comics. Conta a história de um riquinho chamado Oliver Queen que naufraga próximo a uma ilha na China e vive lá por 5 anos, até ser resgatado. Neste tempo ele passa por situações que acabam o transformando como pessoa, tornando-o um guerreiro, e quando retorna para sua cidade natal, Starling City, resolve ser uma espécie de justiceiro, combatendo o crime e eliminando aqueles que perturbam a paz na cidade. No meio do percurso ele atrai aliados que o auxiliam nessa jornada, como o seu fiel companheiro John Diggle (que achei a “função” do papel dele muito parecida com a do Alfred, mordomo de Bruce Wayne, aconselhando Oliver) e outros personagens (que não vou falar quem são para não dar spoilers).

arrow-1

Arrow -- "The Odyssey" -- Image AR114c_9237b -- Pictured (L-R): Stephen Amell as Oliver Queen and Manu Bennett as Slade Wilson -- Photo: Jack Rowand/The CW -- © 2013 The CW Network. All Rights Reserved.

arrow-6

arrow-4

Não conheço a história dos quadrinhos e suponho que tenham várias divergências, mas achei o seriado bem envolvente, principalmente quando aparecem os flashbacks de quando o Oliver estava na ilha (bate uma curiosidade para saber o que vai acontecer logo até o momento em que ele foi resgatado). O seriado segue um estilo que eu não sei se tem um nome, mas um episódio é de certa forma independente do outro (a história segue, mas cada episódio tem uma trama que inicia e termina no mesmo episódio, ou no máximo no episódio seguinte).

Apesar de ser uma série de ação, Arrow também tem um pouco de romance e suspense, fazendo a gente de vez em quando ficar do lado de um personagem ou de outro e torcer por ele/ela. Está em sua quarta temporada, sendo que cada uma das temporadas contou até agora com 23 episódios. Sobre a trilha sonora, não tenho muito o que destacar… Na verdade nada me chamou a atenção na trilha sonora até então.

arrow-3

Se você gosta de seriados sobre quadrinhos ou neste estilo, fica a dica ;D

at-the-movies category image
03 de novembro de 2015
Postado por Sara Nascimento

Será que? (What If)

O filme de hoje é daqueles para você assistir num fim de tarde, no final de semana, com a intenção de relaxar, se inspirar ou simplesmente se divertir.

Imagem de Amostra do You Tube

Wallace (Daniel Radcliffe) está sozinho há um ano após descobrir que sua namorada o traia com outro homem, quando ele também abandona a faculdade de medicina. Um dia, em uma festa organizada pelo melhor amigo Allan (Adam Driver), ele conhece Chantry (Zoe Kazan), a prima dele. Logo eles começam a conversar de forma natural, mas em seguida ele descobre que Chantry tem um namorado, o Ben (Rafe Spall), o que o desanima. Ainda assim, eles se tornam amigos, mas sempre com um ar de amor platônico rodando no ar. É o que você vai conferir na comédia romântica “Será que?” (What If), com Daniel Radcliffe (Harry Potter) e Zoe Kazan (Ruby Sparks — A Namorada Perfeita) como dois jovens de 20 e poucos anos que tentam descobrir o que eles significam um para o outro e o que eles deveriam significar um para o outro.

O filme é uma comédia romântica que ao final pode parecer boba para alguns, ou mais uma história previsível, mas eu achei o filme lindo pela história dos dois (e aqui eu ressalto a amizade, embora que, como mencionei acima, com um “quê” de amor platônico), os cenários (vontade de conhecer Toronto <3), a trilha sonora e outros detalhes.

w_i_2

w_i_3

w_i_4

w_i_8

w_i_9

Eu não consigo explicar, mas quando um ator incorpora um personagem por muito tempo, fico com preconceito de assistir outros filmes com ele. Foi o caso do Daniel. Não tenho problema nenhum em vê-lo como Harry, mas achei que ele não faria bem outro papel (ham?), mas gostei sim dele como Wallace. Depois de assistir ao filme uma dezena de vezes já não o associo imediatamente ao Harry =P

Acho que nunca tinha visto um filme com a Zoe, e também a achei muito fofa no papel. Um adendo ao filme que eu preciso fazer neste post é sobre os looks da personagem dela, a Chantry. Queria roubar todos e trazer para o meu guarda roupa imediatamente! Ela usa bastante peças com um toque vintage e romântico, casacões, camisas de botões, gola Peter Pan, acessórios simples e pouquíssima maquiagem.

look_oculos

look_boinas

look_vestido_cinto

look_bolsa

look_saia

look_lenco

look_gola_peter_pan

look_meia_calca

Como crítica ao filme, acho que deveriam ter explorado um pouco mais as ilustrações que aparecem do nada e ficam tão pouquinho tempo…

Eles fizeram o site do filme de uma forma diferente, usando a plataforma do Tumblr, o que eu achei bem bacana. Tem alguns gifs animados com cenas do filme e ilustrações. Clique aqui para conferir.

Assisti ao filme há algum tempo no Netflix e me apaixonei por ele! A trilha sonora é bonitinha, os personagens principais são fofos, o figurino da personagem da Zoe é bem romântico também, tudo conspirando para o filme ser um dos meus queridinhos.

Primavera de 87 - Todos os Direitos Reservados - Copyright © 2017